SELECIONE SUA REGIÃO E IDIOMA

UNITED STATES
English
LATIN AMERICA
Español
Português
AUSTRALIA &
NEW ZEALAND

English
JAPAN
Japanese
ASIA PACIFIC
English


CERRAR
O Tesouro da Jordânia: Petra

O Tesouro da Jordânia: Petra

Viagens

Recentemente fiz uma viagem a um país que sempre sonhei visitar: Jordânia.

Cheio de historias, cultura, maravilhas naturais e também construídas pelo homem, claro que tinha que começar a explorar esse destino pela famosa cidade de Petra.

Petra é um famoso sítio arqueológico no deserto do sudoeste da Jordânia que fica a 3 horas e meia de Amman, a capital. Datada de aproximadamente 300 a.C., era a capital do Reino Nabateu. Com acesso através de um pequeno desfiladeiro chamado Al Siq, chegamos em túmulos e templos esculpidos em penhascos de arenito rosa. Ela foi esculpida na pedra, o próprio nome da cidade, na atual Jordânia, significa “pedra” em grego. Ao longo do tempo, Petra, berço do povo nabateu, foi conhecida por várias expressões: cidade rosa, rochosa, perdida, das pedras e dos mortos. A estrutura mais conhecida é o Al Khazneh, com 45 metros de altura, que é um templo com uma fachada ornamentada de estilo grego também conhecido como "O Tesouro". 


Foi minha primeira vez nesse país e uma das coisas que estava no topo da lista era o deserto de Wadi Rum, o paraíso para escaladores de rocha. Na companhia de Ahmad Bani Hani, um excelente escalador e guia, fui apresentada de maneira intensa as vias, ao deserto e principalmente a cultura beduína, e aos poucos tomei conhecimento da tamanha riqueza do conhecimento desse povo, que vive até hoje no deserto.


Chegando no deserto de Wadi Rum, que significa vale alto em árabe, pude entender porque esse pico é o sonho de montanhistas de todo o mundo. O nome Rum vem do aramaico e significa 'alto' ou 'elevado'. Wadi ou para refletir a pronúncia árabe adequada, Uadi, significa vale. Arqueólogos afirmam que maior elevação em Wadi Rum é o monte Dami Um com mais de 1800 m acima do nível do mar. Uma paisagem única e marcante, esse local ganhou fama após o filme Lawrence da Arábia (1962). Fiquei extasiada ao me deparar com aquelas rochas gigantescas, esculpidas pelo vento em milhares de anos - uma sucessão de dunas, rochas e vastidões avermelhadas, uma coisa meio marciana que me deram a sensação de estar em um local intocado pelo homem. Mas ao mesmo tempo, esse deserto se trata de um dos principais pontos turísticos da Jordânia.  


Em Wadi Rum vivi experiências inesquecíveis e intensas: andei de camelo, acampei sob um dos céus mais estrelados que ja vi, jantei acompanhada com beduínos autênticos, os poucos que ainda vivem em cavernas cavadas no arenito. E a conversa estava tao boa que a madeira para a fogueira não deu conta... Ao som do famoso violão árabe de 12 cordas, o ​Oud, viramos noite a dentro comendo, bebendo e trocando experiencias com nossos amigos beduínos, a luz de velas disfarçava o frio de uma forma mágica.


Saindo de Wadi Rum seguimos pra Aqaba, uma das principais cidades do país que fica bem próxima a fronteira de Israel, no extremo sul da Jordânia. Esta cidade pitoresca  abriga o único porto do país e foi construída às margens do Mar Vermelho. Pra quem ama mergulho Aqaba é um "must go". Com os corais vivos e super coloridos típicos desse mar, ha ainda diversos naufrágios, como o avião militar Hércules C130 que foi afundado em novembro de 2017. Hoje, o C130 se tornou ponto de mergulho clássico e um lar de peixes, corais e organismos marinhos muito explorados pelas escolas de mergulho locais.

Por fim, aproveitamos pra dar uma passadinha no famoso Mar Morto. Para se ter uma ideia de como é fácil boiar, é possível ficar em pé na água e não encostar no chão. Ou de barriga pra baixo e os pés para cima. É super divertido! A flutuação se dá por conta da composição da água, que é muito mais salgada: a concentração normal de sal no oceano gira em torno de 35 gramas por litro. Já no Mar Morto, são 300 gramas por litro. Como a densidade da água é muito maior, isso faz com que a gente tenha uma flutuabilidade positiva absurda! E foi uma delicia pra relaxar e fechar com chave de ouro essa trip a Jordania, nomeada em homenagem ao Rio Jordao.  

 

Créditos para fotos: David Kaszlokowski , Maximo Kausch e Ahmad BaniHani.
Agradecimentos: Visit Jordan, Ahmad Bani Hani, Global Vision Access, Spot Brasil, Canon Brasil.
ASSINE NOSSA NEWSLETTER