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Guias são obrigatórios em parques nacionais?

Guias são obrigatórios em parques nacionais?

DicasParcerias

A gente gosta das duas experiências: com e sem guia.

O guia traz um conhecimento local que não está em livros e vídeos. Descrevendo as funções das plantas, com olhos treinados para encontrar animais, nomeando as aves, identificando os sinais de mudança de clima. Também conta histórias do parque e entorno, agrega à vivência. Eles são os principais educadores ambientais. Por onde passamos fazemos amizades com os guias.

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No entanto, caminhar de forma autoguiada também tem suas vantagens. Permite que você forme seu próprio grupo, exerça seu ritmo, se desafie a encontrar os caminhos. Caminhando sem um guia você pode exercer interpretação ambiental: identificar o que conhece sem que ninguém te diga.

É possível caminhar em silêncio e sintonizar de forma profunda com os próprios sentidos e vivenciar de forma mais íntima as sensações que aquele ambiente te proporciona. Voltar para casa curioso e pesquisar fotos do que viu e não soube nomear.

A obrigatoriedade da contratação de guias em parques nacionais é exceção, e não regra. Mas não é por isso que não contratamos, muito pelo contrário.

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A função do guia vai muito além de mostrar um caminho. Além de haver aplicativos que indiquem caminhos hoje em dia, as redes sociais fazem com que tenhamos de antemão acesso a fotos e vídeos dos lugares que vamos visitar. O conhecimento do guia sobre geologia, biologia, história, cultura, entre outros, tornou-se o principal ativo e a principal vantagem em se contratar um.

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A contratação geralmente é obrigatória onde há cavernas, patrimônios históricos (como pinturas rupestres), sobreposição com territórios indígenas ou áreas militares, por exemplo. O site dos parques geralmente dá esse tipo de informação, em muitos você encontra a lista de guias credenciados, inclusive.

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Caminhar sozinho implica em riscos. Importante avisar alguém onde vai, respeitar os horários de saída do parque para não acionar equipes de emergência desnecessariamente, carregar água e comida suficientes, ter e saber usar um kit primeiros socorros, ter e saber usar um SPOT, pelo qual você pode enviar mensagens informando o status da trilha ou informar uma situação de emergência.

Mas não se engane! Caminhar com guias não elimina todos os riscos. E os guias não são responsáveis por absolutamente tudo. Com seu conhecimento do local, eles sabem apontar os riscos e medidas para mitigá-los. Mas não espere que um guia te carregue numa trilha, você segue responsável pela sua própria segurança!

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Há parques onde são praticadas atividades com maior risco: como escalada ou onde é permitido o pernoite. Mesmo nesses casos, na maioria das vezes a contratação de guias é opcional. No Itatiaia, por exemplo, é necessário mostrar o equipamento para ir a Agulhas Negras ou Prateleiras.

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Na Serra dos Órgãos, para quem vai fazer a travessia, é necessário mostrar alguns itens de segurança, como lanterna e pilhas. Isso permite que escaladores profissionais e montanhistas mais experientes possam praticar suas atividades sem guias. Cabe aos praticantes ter ciência dos riscos e ser responsável pela sua segurança. É assim no mundo todo.

Em grande parte dos parques a condução de veículos particulares não é permitida, como é o caso de Iguaçu e Lençóis Maranhenses. É permitido circular a pé ou de bicicleta, mas não com veículos particulares. Iguaçu recebeu mais de 1,5 milhão de visitantes em 2022, imagina como seria se cada um fosse com seu próprio carro? Dirigir em dunas nos Lençóis Maranhenses é desafiador: é fácil atolar, não há estradas, pedestres cruzam e as dunas podem ter lados abruptos.

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Devo então contratar um guia? Nossa dica é: sim, procure contratar um guia local que te situe naquele ambiente, que traga informações, que te ensine e conte histórias que você nunca mais irá esquecer. Depois de conhecer com um guia, procure fazer aquela mesma trilha   (ou alguma outra com o mesmo nível de dificuldade indicada pelo guia) de forma auto-guiada, procure enxergar sem orientação a beleza e importância do lugar que você está visitando.

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Há anos nós caminhamos juntos pelas mesmas trilhas e sempre nos surpreendemos com a singularidade do olhar de cada um: enxergamos coisas distintas apesar de olhar para o mesmo espaço. Permita-se descobrir o que capta o seu olhar ao percorrer uma trilha, circuito ou travessia.